BLOG DO FIRMINO

Nossa idéia inicial é manter um canal de comunicação
para expor de forma simples e rápida nossas opiniôes sobre temas
diversos da nossa realidade.

domingo, março 12, 2006

Vamos pro blog do Angico Branco

Link para o Blog Angico BrancoEstou participando juntamente com vários colaboradores de um novo projeto de comunicação. Trata-se do blog ANGICO BRANCO.

Espero contar com a participação de todos vocês que prestigiaram o Blog do Firmino, com comentários e novas idéias para discussão.

Até lá.

domingo, dezembro 04, 2005

ECONOMIA DA EDUCAÇÃO

Interessante o livro chamado "A ignorância custa um mundo", do Gustavo Ioschpe. Trata-se de uma boa apresentação da inter-relação entre economia e educação. Busca entender algumas facetas do Brasil também.

AVANÇOS SOCIAIS

A imprensa esta semana publicou diversos números que demonstram a redução da pobreza e a diminuição da concentração de renda no Brasil. Os estudos da FGV e a publicação do PNAD2004 mostram que, apesar do baixo crescimento econômico do período, desde o ano de 1993 existe uma tendência á redução da pobreza e à desconcentração de renda. Gilberto Dimenstein no seu artigo da Folha de hoje faz uma retrospectiva dos projetos, e seus idealizadores, e seus apoiadores, e seus executores que tem levado a esta tendência. Enfim, ainda existe esperança na República.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

COMENTÁRIO OPORTUNO

Um anônimo fez o seguinte comentário oportuno:
Veja editorial do jornal Folha de Sao Paulo de hj que credita ao governo FHC o crescimento do numero de matriculas nas escolas publicas de ensino medio no Brasil resultado do programas Fundef e 'Toda crianca na escola' dirigido ao ensino fundamental.O mesmo editorial lamenta que pela primeira vez, desde esse esforco realizado pelo governo FHC, registra-se um aumento do numero de criancas na faixa etaria de 7 a 14 anos fora da escola (efeito governo Lula-la).
Concordo.

quarta-feira, novembro 30, 2005

MORTES NO TRÂNSITO

Segundo informações do DATASUS, os acidentes de trânsito se constituem em uma das principais causas de mortalidade em Teresina.
Em 1997, 100 pessoas morreram nas ruas e avenidas de nossa cidade envolvidas em acidentes;
Em 1998, 142 pessoas;
Em 1999, 140 pessoas;
Em 2000, 151 pessoas;
Em 2001, 163 pessoas;
Em 2002, 196 pessoas;
Em 2003, 162 pessoas;
Em 2004, 141 pessoas;
Em 2005 (6 meses), 68 pessoas;
Não é necessária muita estatística para perceber que esta série histórica tem duas tendências.
A primeira, de 1997 a 2002, é ascendente. Com o crescimento do números de automóveis, motos e bicicletas, especialmente depois do Real, o trânsito tornou-se mais violento e desordenado. Muitas vidas foram perdidas.
A segunda, a partir de 2003, é descendente. O que aconteceu? A STRANS, que tinha recebido o gerenciamento do trânsito, teve a coragem de enfrentar incompreensões e adotar a fiscalização eletrônica no início de 2002.
Muitas vidas foram poupadas.

COMENTÁRIO CRÍTICO

Um anônimo comentou:
O SAEB E O GOVERNO FHC: O quadro informado pelo Firmino é, realmente, muito crítico. Mas os dados estão incompletos. A situação mais crítica é anterior a 2001. Justamente no período em que o tucano FHC governava o país. Justamente na época em que a nação assistia a 'venda' de suas estatais. Foi ai que começou nossa fragilização no ensino. Antes de 2001, época de FHC, os índices chegavam a assustar até leigos no assunto. Foi uma catástrofe! Portanto, quando se levar outra vez essa discussão para a sociedade é necessário fazer-se um comparativo de dados, para que não se venda "gato por lebre". Cuidado, Firmino!

Primeiro ele nos diz que o quadro de fato é crítico - concordamos.
Depois nos diz que anteriormente era pior, antes de 2001, na era FHC. Ora, em 2001, o Fernando Henrique ainda era Presidente, só saiu no final de 2002. Portanto o raciocínio do nosso comentarista não faz sentido. A era FHC é antes de 2003! Com erro temporal a argumentação torna-se vazia.

O grande mérito do Fernando Henrique e do Paulo Renato foi ter universalizado o ensino fundamental. Antes, apenas 82% das crianças de 7 a 14 anos frequentavam a sala de aula. Com o FUNDEF e com o Programa Toda Criança na Escola, chegou-se a ter em 2002 97% das crianças dentro da sala de aula. Durante este período, a qualidade do ensino fundamental permaneceu estacionária, muito embora possa existir tendências regionais diversas(massificou-se o ensino sem variações na qualidade).

Em relação ao outro comentário, diria o seguinte: o mercado é muito mais eficiente do que o Estado na alocação de recursos produtivos; a experiência internacional e a nossa têm demonstrado. Não se esqueça de que o muro de Berlim já caiu. Querer reestatizar a economia é querer fazer a história andar para trás . Agora, o Estado tem que fazer melhor suas funções mais nobres e tradicionais (justiça, segurança, educação, saúde etc).

Obridado pelo conselho: canja de galinha e cuidado não fazem mal a ninguém.

terça-feira, novembro 29, 2005

SEGURANÇA

Steven Levitt, economista da Universidade de Chicago, agora popular pelo seu Freakonomics, tem se notabilizado pelos testes empíricos de teses socialmente aceitas como verdadeiras. Os resultos são originais e, às vezes, polêmicos.
Deparando-se com a queda de crimalidade nas principais cidades americanas no início dos anos noventa, ele se pergunta quais das teses abaixo podem estatisticamente explicar esta queda:
a) estratégias policiais inovadoras;
b) crescente confiança nas prisões;
c)mudanças nos mercados de crack e outras drogas;
d)envelhecimento da população;
e)leis mais rígidas de controle de armas;
f) economia mais forte;
g) número maior de policiais;
Destas sete teses, ele encontra evidência de que apenas (b), (c) e(g) tiveram siginificativa influência sobre aquela queda. Ou seja:
b) o aumento da expectativa de encarceramento reduz a criminalidade, i.e., a redução da impunidade reduz o crime;
c) o relacionamento com mercados de drogas gera violência;
g) o velho e bom aumento de policiais reduz a criminalidade;
Parece óbvio, mas não parece óbvio que as outras quatro teses não sejam significativas.
Esta análise se verdadeira na nossa realidade ( boa tese para nossos mestrandos!) implicaria que uma política tradicional seria a mais eficaz:
a) a redução da impunidade exige melhor desempenho institucional das polícias, especialmente a judiciária, e do poder judiciário, além da readequação da legislação e do sistema penitenciário;
b) o foco do combate deve ser o comércio ilegal de drogas, que pelo vício e pelas altas margens de lucro induzem a criminalidade;
c) a quantidade dos efetivos das polícias é fator determinante de qualquer sucesso no combate ao crime;

O SAEB, A MATEMÁTICA E O PIAUÍ

O SAEB atestou uma pequena piora no desempenho dos alunos matriculados na quarta série, na área de matemática. Em 2001, 66,8% dos alunos apresentaram um desempenho crítico ou muito crítico nesta matéria; já em 2003, 70%. Em 2001, 30,7% apresentaram um desempenho intermediário; em 2003, 27,6%. Apenas 2,5% dos alunos tiveram desempenho considerado adequado para a sua série, em 2001; em 2003, apenas 2,4%.
Na oitava séria, o desempenho piora, mas é estável em relação ao passado. Em 2001, 62,6% dos alunos tiveram um desempenho crítico ou muio crítico; em 2003, 62,9%. Em 2001, 34,3% tiveram um desempenho intermediário; em 2003, 33,4%. Apenas 3,0% dos alunos tiveram um desempenho adequado, em 2001; em 2003, 3,8%.
A situação se deteriorou um pouco na terceira série do ensino médio. Em 2001, 71,9% dos alunos ficaram na categoria de desempenho crítico ou muito crítico; em 2003, 73,9%. Em 2001, 19,9% dos alunos foram classificados no nível intermediário; em 2003, 18,5%. Somente, 8,2% dos alunos, em 2001, e 7,6%, em 2003, tiveram desempenho adequado para a sua série.
O quadro é crítico.

sábado, novembro 26, 2005

COMENTÁRIO SOBRE EDUCAÇÃO

Este comentátio foi recebido:
Firmino,So num governo seu e de oito anos eh possivel se fazer mudancas estruturais na educacao da rede publica estadual. Isso pq um desafio desses requer apoio, estimulo e firmeza do chefe do executivo bancando uma proposta de longo prazo: uma politica publica de Estado.Em materia anterior vc apontou caminhos, acho que eh por ali mesmo...Investir na Formacao, qualificacao (nao uma qualquer mas nos termos apontados ai acima) e valorizar professores e professoras. E, sobretudo, criar um sistema de responsabilizacao pela a aprendizagem dos alunos e pelos resultados da escola.Vc sabe que a cultura que preside as escolas da rede publica estadual eh a do desestimulo, e da nao responsabilizacao...O desfio serah, entao, descontruir essas malfadadas culturas e construir a do estimulo, de crenca, e da responsabilizacao - seu conceito de capital social cabe bem aqui. E que traga consigo um sistema inteligente e eficaz de avaliacao externa e de acompanhamento.
Este texto émuito sintonizado com que eu penso. Tão sintonizado que este anônimo parece ser o grande Kléber Montezuma, nosso ex-Secretário de Educação. Obrigado,Kléber.

quinta-feira, novembro 24, 2005

O SAEB, A LÍNGUA PORTUGUESA E O PIAUÍ

Mais dados sobre a qualidade da educação no Piauí.
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) registra o baixo desempenho dos alunos em língua portuguesa no Piauí - desempenho que já era e continua baixo.
Entre os alunos da quarta-série, no ano de 2001, 27,4% tiveram um desempenho muito crítico; 45,7%, um desempenho crítico; 24,9%, um desempenho intermediário e, apenas, 2% um desempenho adequado para a referida série. No ano de de 2003, a avaliação continua ruim: 29,1%, muito crítico; 41,4%, crítico; 27,4% , intermediário e, apenas, 2%, adequado.
A situação é complicada também na oitava série, muito embora vem a ser melhor do que a situação da quarta-série. No ano de 2001, os números foram 4,3%, muito crítico; 24,4%, crítico; 63,8%,i ntermediário; 7,5%, adequado. Já no anos de 2003, a situação seprolonga: 7,1%, muito crítico; 28,2%, crítico; 56,2%,intermediário;8,5%, adequado.
A situação piora um pouco na terceira série do segundo grau. No ano de 2001, o quadro era: 4,6%, muito crítico; 41,1%, crítico; 48,9%,intermediário; 5,4%, adequado. Em 2003, a situação não muda muito: 3%, 44,5%, 47,4% e 5,1%.
Qualidade no ensino básico é desafio de todos nós, pois essa determinará todo o nosso futuro e das nossas crianças.

CAPITAL SOCIAL II

Existem várias definições de capital social. Gosto mais da exposta por Augusto de Franco .

quarta-feira, novembro 23, 2005

AS PRAÇAS II

O serviço de conservação de praças depende da capacidade da vizinhança de realizá-lo. À medida em que a comunidade não resolve, passa a ser necessária a presença do governo prestando este serviço. Em outras palavras, um baixo nível de capital social leva a uma demanda crescente da presença do Estado, com mais gastos e impostos. Existe portanto uma relação inversa entre a força do capital social e a presença da atividade governamental.

COMENTÁRIO OPORTUNO

A Maria Lidia Machado comentou:
Caro Dr. Firmino,Parece que o Sr. enjoou de fazer o seu blog. Foi picado pela sindrome do blog sem assunto. Espero está enganada.As suas mensagens estão cada vez mais espaçadas no tempo e com assuntos sem foco. Sugiro, aqui prá nós, que coloque um "ghost writer" para ouví-lo e transmitir o seu pensamento aqui no blog. Acho que assim as coisas vão ficar mais interessantes. Não deixe a bola cair.O Sr. é professor, portanto traga para o seu blog a explicação (didática) de temas candentes de nosso estado e do Brasil.
De fato, a escassez de tempo tem me impedido de me dedicar mais ao blog. Exatamente por isso as postagens têm ficado mais esparsas. Discordo, contudo, da falta de foco. A proposta do Quali-Educação é um exemplo de que estamos buscando discutir nossa realidade. Discordo, ainda, do ghost writer, afinal de contas, penso que blog é algo pessoal e intransferível.
Obrigado pelo comentário.

terça-feira, novembro 22, 2005

POLÍTICA CULTURAL

Uma política cultural precisa de dois eixos. Em um eixo, o Governo se comporta de forma passiva apoiondo material as iniciativas, eruditas ou populares, da própria comunidade. No outro eixo, o Governo precisa desenvolver os valores, os princípios, a história e a identidade de um povo. Para isso precisa ter uma postura mais ativa.

sábado, novembro 19, 2005

POLÍTICA CAMBIAL

É bem conhecida a necessidade do Brasil gerar bons resultados nas exportações para enfrentar as oscilações do mercado internacional e diminuir a sua vulnerabilidade.
A valorização do dólar era portanto fundamental para que isto acontecesse, Existiam contudo os custos inerentes a esta política: aumento de preços e o combate a este. O Brasil pagou o preço da elevação do dólar.
Recentemente contudo o dólar caiu de um patamar de R$3,00 par R$2,20. Curiosamente não tivemos uma grande deflação; tivemos somente uma pequena redução da inflação, pois os preços são rígidos para baixo.
Em breve teremos problemas nas contas externas . Precisaremos desvalorizar o real, com novos custos de ajustamento, mais inflação e mais política de combate a ela, pois os preços são flexíveis para cima. O Brasil pagará novamente o preço desta elevação ?
Este regime de metas inflacionárias passa a mostrar uma característica míope. Preocupa-se somente com o curto-prazo, jogando poeira para debaixo do tapete. Esta poderá virar um monstro no futuro.
 

 

Divulgue o seu blog!