BLOG DO FIRMINO

Nossa idéia inicial é manter um canal de comunicação
para expor de forma simples e rápida nossas opiniôes sobre temas
diversos da nossa realidade.

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

COMENTÁRIO OPORTUNO

Um anônimo fez o seguinte comentário oportuno:
Veja editorial do jornal Folha de Sao Paulo de hj que credita ao governo FHC o crescimento do numero de matriculas nas escolas publicas de ensino medio no Brasil resultado do programas Fundef e 'Toda crianca na escola' dirigido ao ensino fundamental.O mesmo editorial lamenta que pela primeira vez, desde esse esforco realizado pelo governo FHC, registra-se um aumento do numero de criancas na faixa etaria de 7 a 14 anos fora da escola (efeito governo Lula-la).
Concordo.

Quarta-feira, Novembro 30, 2005

MORTES NO TRÂNSITO

Segundo informações do DATASUS, os acidentes de trânsito se constituem em uma das principais causas de mortalidade em Teresina.
Em 1997, 100 pessoas morreram nas ruas e avenidas de nossa cidade envolvidas em acidentes;
Em 1998, 142 pessoas;
Em 1999, 140 pessoas;
Em 2000, 151 pessoas;
Em 2001, 163 pessoas;
Em 2002, 196 pessoas;
Em 2003, 162 pessoas;
Em 2004, 141 pessoas;
Em 2005 (6 meses), 68 pessoas;
Não é necessária muita estatística para perceber que esta série histórica tem duas tendências.
A primeira, de 1997 a 2002, é ascendente. Com o crescimento do números de automóveis, motos e bicicletas, especialmente depois do Real, o trânsito tornou-se mais violento e desordenado. Muitas vidas foram perdidas.
A segunda, a partir de 2003, é descendente. O que aconteceu? A STRANS, que tinha recebido o gerenciamento do trânsito, teve a coragem de enfrentar incompreensões e adotar a fiscalização eletrônica no início de 2002.
Muitas vidas foram poupadas.

COMENTÁRIO CRÍTICO

Um anônimo comentou:
O SAEB E O GOVERNO FHC: O quadro informado pelo Firmino é, realmente, muito crítico. Mas os dados estão incompletos. A situação mais crítica é anterior a 2001. Justamente no período em que o tucano FHC governava o país. Justamente na época em que a nação assistia a 'venda' de suas estatais. Foi ai que começou nossa fragilização no ensino. Antes de 2001, época de FHC, os índices chegavam a assustar até leigos no assunto. Foi uma catástrofe! Portanto, quando se levar outra vez essa discussão para a sociedade é necessário fazer-se um comparativo de dados, para que não se venda "gato por lebre". Cuidado, Firmino!

Primeiro ele nos diz que o quadro de fato é crítico - concordamos.
Depois nos diz que anteriormente era pior, antes de 2001, na era FHC. Ora, em 2001, o Fernando Henrique ainda era Presidente, só saiu no final de 2002. Portanto o raciocínio do nosso comentarista não faz sentido. A era FHC é antes de 2003! Com erro temporal a argumentação torna-se vazia.

O grande mérito do Fernando Henrique e do Paulo Renato foi ter universalizado o ensino fundamental. Antes, apenas 82% das crianças de 7 a 14 anos frequentavam a sala de aula. Com o FUNDEF e com o Programa Toda Criança na Escola, chegou-se a ter em 2002 97% das crianças dentro da sala de aula. Durante este período, a qualidade do ensino fundamental permaneceu estacionária, muito embora possa existir tendências regionais diversas(massificou-se o ensino sem variações na qualidade).

Em relação ao outro comentário, diria o seguinte: o mercado é muito mais eficiente do que o Estado na alocação de recursos produtivos; a experiência internacional e a nossa têm demonstrado. Não se esqueça de que o muro de Berlim já caiu. Querer reestatizar a economia é querer fazer a história andar para trás . Agora, o Estado tem que fazer melhor suas funções mais nobres e tradicionais (justiça, segurança, educação, saúde etc).

Obridado pelo conselho: canja de galinha e cuidado não fazem mal a ninguém.

Terça-feira, Novembro 29, 2005

SEGURANÇA

Steven Levitt, economista da Universidade de Chicago, agora popular pelo seu Freakonomics, tem se notabilizado pelos testes empíricos de teses socialmente aceitas como verdadeiras. Os resultos são originais e, às vezes, polêmicos.
Deparando-se com a queda de crimalidade nas principais cidades americanas no início dos anos noventa, ele se pergunta quais das teses abaixo podem estatisticamente explicar esta queda:
a) estratégias policiais inovadoras;
b) crescente confiança nas prisões;
c)mudanças nos mercados de crack e outras drogas;
d)envelhecimento da população;
e)leis mais rígidas de controle de armas;
f) economia mais forte;
g) número maior de policiais;
Destas sete teses, ele encontra evidência de que apenas (b), (c) e(g) tiveram siginificativa influência sobre aquela queda. Ou seja:
b) o aumento da expectativa de encarceramento reduz a criminalidade, i.e., a redução da impunidade reduz o crime;
c) o relacionamento com mercados de drogas gera violência;
g) o velho e bom aumento de policiais reduz a criminalidade;
Parece óbvio, mas não parece óbvio que as outras quatro teses não sejam significativas.
Esta análise se verdadeira na nossa realidade ( boa tese para nossos mestrandos!) implicaria que uma política tradicional seria a mais eficaz:
a) a redução da impunidade exige melhor desempenho institucional das polícias, especialmente a judiciária, e do poder judiciário, além da readequação da legislação e do sistema penitenciário;
b) o foco do combate deve ser o comércio ilegal de drogas, que pelo vício e pelas altas margens de lucro induzem a criminalidade;
c) a quantidade dos efetivos das polícias é fator determinante de qualquer sucesso no combate ao crime;

O SAEB, A MATEMÁTICA E O PIAUÍ

O SAEB atestou uma pequena piora no desempenho dos alunos matriculados na quarta série, na área de matemática. Em 2001, 66,8% dos alunos apresentaram um desempenho crítico ou muito crítico nesta matéria; já em 2003, 70%. Em 2001, 30,7% apresentaram um desempenho intermediário; em 2003, 27,6%. Apenas 2,5% dos alunos tiveram desempenho considerado adequado para a sua série, em 2001; em 2003, apenas 2,4%.
Na oitava séria, o desempenho piora, mas é estável em relação ao passado. Em 2001, 62,6% dos alunos tiveram um desempenho crítico ou muio crítico; em 2003, 62,9%. Em 2001, 34,3% tiveram um desempenho intermediário; em 2003, 33,4%. Apenas 3,0% dos alunos tiveram um desempenho adequado, em 2001; em 2003, 3,8%.
A situação se deteriorou um pouco na terceira série do ensino médio. Em 2001, 71,9% dos alunos ficaram na categoria de desempenho crítico ou muito crítico; em 2003, 73,9%. Em 2001, 19,9% dos alunos foram classificados no nível intermediário; em 2003, 18,5%. Somente, 8,2% dos alunos, em 2001, e 7,6%, em 2003, tiveram desempenho adequado para a sua série.
O quadro é crítico.
 

 

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